Existem inúmeras ferramentas e métodos de planejamento que prometem aumentar a produtividade dos trabalhadores. Na teoria pode parecer simples – basta definir, escolher reuniões, poupar tempo com e-mails, organizar demandas por prioridades e usar algum software de gestão. Mas, na prática, a baixa produtividade pode estar relacionada a outros fatores, como:

  • desmotivação da equipe;
  • indefinição de uma cultura organizacional;
  • falta de incentivo;
  • baixo reconhecimento e desenvolvimento profissional;
  • pouco engajamento, etc.

Esses são apenas alguns dos motivos que levam os funcionários a produzirem menos do que o esperado. Nas empresas de tecnologia, outra questão tem se acentuado: jovens colaboradores chegam com ideias pré-concebidas das organizações, baseadas em filmes e casos de sucesso de grandes organizações, como o Google e o Facebook.

produtividade

Embora muitos negócios de TI e startups realmente ofereçam um ambiente diferenciado, com mais liberdade, espaços e tempo de socialização como atrativo e meio de reter talentos, é essencial evidenciar as contrapartidas e atividades de cada funcionário. A flexibilização das relações trabalhistas e o incentivo à criatividade não devem interferir nos resultados do empreendimento.

Os gestores de startups devem considerar as diferentes formas em que cada funcionário poderá render mais; mas, sem interferir na produtividade do restante da equipe. Isso significa, por exemplo, que liberar uma rodada de cervejas no meio da tarde tanto pode aumentar, quanto reduzir o rendimento de alguns membros da equipe. O mesmo vale para outras atividades, como intervalos para o surf ou a presença dos animais de estimação no local de trabalho.

Assim, cada organização deve estabelecer uma cultura que represente os valores e propósitos da equipe, gerando um ambiente produtivo e inspirador para os colaboradores.

Como medir a produtividade da equipe?

Em startups e negócios inovadores, marcados pelo desenvolvimento experimental, os parâmetros tradicionais de produtividade devem ser substituídos por critérios flexíveis e que se adequem ao estágio de desenvolvimento da empresa. Por exemplo, em um empreendimento padrão, a eficiência dos funcionários pode ser mensurada pelo número de vendas; já em uma startup que ainda está testando a solução no mercado, a avaliação de rendimento deve considerar outros fatores.  

Afinal, para alcançar os resultados esperados e traçar a sonhada curva de crescimento, são realizadas muitas atividades não mensuráveis, como reuniões e experimentos que podem extrapolar os limites de tempo. Nesse sentido, vale destacar que produtividade não significa produzir mais rápido, mas entregar e dar retorno sobre o que foi acordado previamente. As metas e prazos podem ser ajustados conforme o andamento dos projetos e necessidade da equipe.

Dessa maneira, um ponto central para as organizações é definir os objetivos comuns e específicos para os funcionários em determinado período de tempo. Também é essencial identificar os diversos fatores que possam estar interferindo no rendimento dos colaboradores, como citado acima. Para isso, os gestores podem utilizar algumas ferramentas estratégicas como:

  • One-on-One (1:1): mecanismo que busca conhecer melhor os funcionários, entendendo suas demandas e expectativas em relação à organização. São conversas individuais rápidas realizadas com certa frequência entre os colaboradores e o gestor da equipe, que pode identificar as causas da baixa produtividade, bem como indicar metas e os objetivos do negócio aos funcionários.

    É um dos modelos ideais para descobrir se há falta de motivação, incentivo, reconhecimento ou capacitações técnicas para a equipe. Para tal, deve-se manter um diálogo aberto em que os funcionários se sintam seguros para expressar suas dificuldades na empresa.

 

  • Avaliações de Comportamento e Performance: esse tipo de análise leva em consideração as entregas de resultados individuais, a partir dos valores da empresa. Tem como objetivo mensurar e remanejar os recursos financeiros aplicados no negócio, e fornecer feedbacks aos funcionários, visando o crescimento e aperfeiçoamento de habilidades.

    Com a avaliação de performance os gestores podem verificar os funcionários que têm maior desempenho e promover ainda gratificações adicionais.

Desenvolvimento e aperfeiçoamento da equipe

A produtividade é o resultado da combinação de diferentes elementos, que em harmonia geram inspiração e levam os funcionários a desempenharem melhor suas atividades. Para uma empresa não ter problemas de baixa rendimento na equipe, os gestores devem buscar desenvolver os colaboradores e aperfeiçoar suas habilidades técnicas e pessoais, acompanhando suas metas e objetivos na organização. Ademais, é fundamental valorizar e reconhecer as conquistas de cada membro da equipe.

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