A perspectiva de crescimento profissional em uma organização é uma das grandes ferramentas para ampliar a produtividade e o desempenho dos funcionários, e ainda reter talentos. Um dos primeiros passos para desenvolver um bom plano de carreira é aliar as demandas internas com os objetivos profissionais dos trabalhadores, visando a estruturação do negócio e a satisfação da equipe.  

Quando as metas e expectativas profissionais de um funcionário são diferentes das oportunidades que a empresa oferece, podem surgir alguns problemas como:

  • baixo rendimento;
  • pouca proatividade;
  • frustração de funcionários e gestores;
  • desistência prematura de trabalhadores qualificados.  

Embora, existam outras ferramentas e benefícios que possam ser oferecidos para reter talentos, o plano de carreira é um processo fundamental para estimular a realização, qualificação e a continuidade das atividades na organização. Nos negócios de TI, a aplicação de tal instrumento é ainda mais importante, uma vez que a contratação de trabalhadores capacitados é um dos desafios do setor.

plano de carreira

Assim, é muito mais proveitoso investir na criação de um plano de carreira e no desenvolvimento profissional, para que possam se tornar especialistas ou gestores, do que buscar novos colaboradores para a organização.

Plano de Carreira nas empresas de tecnologia

Nas startups e grandes empreendimentos do setor de TI, os modelos tradicionais de planos de carreira têm sido transformados em função dos modelos de negócios diferenciados e cargos profissionais. Porém, mesmo em organizações com poucos funcionários, com estruturas mais horizontais e novos modelos de contrato, como o de home office, é fundamental desenvolver um programa estratégico que vise o crescimento dos colaboradores.

O Spotify, por exemplo, tem adotado um novo formato de equipes, baseado na metodologia de desenvolvimento de softwares chamada Scrum. Nesse modelo, as equipes são organizadas por habilidades (de modo horizontal) e por produtos desenvolvidos (de modo vertical), tendo mais autonomia para a realização de tarefas. Já os cargos tradicionais de liderança e gestão de equipes são complementados pelo Product Owner (PO) e o Scrum Master.

Os líderes e o time de desenvolvimento têm maior liberdade para gerenciar a própria carreira, definindo estágios de crescimento e remuneração na organização. Em outro modelos de negócios, são definidos comitês de avaliação formados por funcionários, ou fórmulas abertas para o cálculo dos salários. Ou seja, mesmo que a base da instituição seja de autogestão, é essencial proporcionar meios de crescimento e realização de objetivos profissionais para os colaboradores.

Um plano de carreira mais tradicional não deve ser construído apenas pelo gestor de RH, baseado nas necessidades da empresa, mas também deve levar em conta as metas profissionais de cada um. Para isso, é importante conhecer as intenções dos membros da equipe e apresentar as possibilidades de crescimento.

Preparação de futuros gestores, líderes e especialistas


Um dos tipos de plano de carreira mais adotado no setor de TI é o Modelo Y, que se refere ao formato bifurcado da letra, onde após traçar um caminho em linha reta, o profissional deve optar por virar especialista ou gestor de alguma área. A decisão, porém, nem sempre acompanha as habilidades dos funcionários, que muitas vezes aspiram por algum cargo sem possuir o perfil ou competências necessárias.

Nesse sentido, é essencial que as empresas proporcionem meios de aperfeiçoamento e qualificação profissional, identificando quais cargos e conhecimentos serão necessários para a expansão do negócio e desenvolvimento dos colaboradores. Um futuro líder, por exemplo, deve trabalhar bem sob pressão, saber influenciar outras pessoas, além de ter conhecimentos técnicos e gerenciais. Já um especialista, deve obter conhecimentos adicionais que possam agregar valor para a organização.

Em conversas e avaliações de competências, os gestores podem apontar características que devem ser aprimoradas para alcançar os objetivos dos colaboradores e da organização. Assim, mais do que planos de carreiras fechados e pré-definidos, os empreendimentos do setor de TI devem estar prontos para criar cargos, adotar novos modelos de gestão e preparar seus colaboradores para ascender profissionalmente.

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